Neurologia Cognitiva e Comportamental

Dra. Juliana Dutra

Neurologista especialista em distúrbios de memória, atenção, raciocínio e demências.

Dra. Juliana Dutra

CRM-SP 198110

Sou formada em Medicina pela Faculdade Souza Marques, no Rio de Janeiro, e me especializei em Neurologia no Hospital Federal dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro.

Possuo Especialização em Neurologia Cognitiva e Comportamental na Universidade de Columbia em Nova York, com duração de 4 anos realizada entre 2014 e 2018, atuando tanto na área de pesquisa, como na área clínica, com enfoque no atendimento de pacientes com queixas cognitivas e demências.

Além de atender em consultório particular (Instituto Neurolum), também sou médica voluntária no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.

Busco ajudar pacientes com queixas relacionadas a atenção, raciocínio, memória, esquecimentos, dificuldade de concentração, linguagem, demências, sempre com muito acolhimento, empatia e respeito.

Neurologia Cognitiva e Comportamental

Atenção

Memória

Raciocíno

Foco

Ansiedade

Depressão

TDAH

Demências

Esquecimento

A Neurologia Cognitiva e Comportamental é uma subespecialidade da neurologia que se concentra no estudo das funções cognitivas (como memória, linguagem, atenção, percepção e tomada de decisão) e dos comportamentos humanos em relação ao funcionamento do cérebro.

Condições atendidas

Meu intuito é auxiliar, de forma personalizada, pacientes com problemas de atenção, memória e dificuldade de concentração. Pessoas que muitas vezes sofrem os impactos dessas queixas na sua vida pessoal e profissional.

Importante entender cada contexto e traçar um plano terapêutico acessível e individual para melhora da qualidade de vida, sempre com embasamento científico mas com muito carinho.

Saiba mais sobre algumas das condições atendidas

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurodesenvolvimental caracterizado por sintomas persistentes de desatenção, hiperatividade e impulsividade. É um dos transtornos mentais mais comuns diagnosticados na infância, mas pode continuar na adolescência e na vida adulta.

As causas exatas do TDAH não são completamente compreendidas, mas acredita-se que uma combinação de fatores genéticos, neurobiológicos e ambientais contribua para o desenvolvimento do transtorno. Alterações na estrutura e no funcionamento de certas áreas do cérebro, particularmente aquelas relacionadas ao controle de impulsos e à regulação da atenção, estão frequentemente associadas ao TDAH.

O TDAH pode afetar várias áreas da vida de uma pessoa, incluindo o desempenho acadêmico ou profissional, os relacionamentos sociais e a autoestima. No entanto, com o diagnóstico e tratamento adequados, muitas pessoas com TDAH conseguem gerenciar seus sintomas de maneira eficaz e levar uma vida plena e produtiva.

Indivíduos com transtorno de ansiedade generalizada experimentam preocupação excessiva ou ansiedade sobre inúmeros temas como saúde, trabalho, relacionamentos interpessoais ou outros eventos da vida. Geralmente, essas preocupações parecem realistas.No entanto, eles geralmente são desproporcionais ao objeto de preocupação.

Os sintomas causam sofrimento ou prejuízo no funcionamento psicológico e social. Além disso, pessoas com ansiedade tendem a relatar maiores preocupações com assuntos menores, por exemplo, tarefas domésticas, consertos de automóveis, atrasos para um compromisso.

Sintomas de ansiedade podem incluir inquietação ou hiperexcitação, fadiga, irritabilidade, distúrbios do sono e tensão muscular.

Assim como na depressão, a ansiedade também pode afetar áreas cognitivas principalmente a atenção e a concentração, o que muitas vezes é percebido como um maior esquecimento para do dia a dia. Pessoas com ansiedade tendem a esquecer onde colocaram um objeto, esquecer informações recentes ou compromissos. Apresentam maior dificuldade de manter o foco por períodos prolongados.

O tratamento adequado da ansiedade, geralmente através de abordagens farmacológicas e não farmacológicas, é fundamental para que haja uma melhora dos sintomas.

A depressão é um transtorno de humor que causa um sentimento persistente de tristeza ou perda de interesse. Ela afeta como uma pessoa se sente, pensa e se comporta e pode levar a uma variedade de problemas emocionais e físicos.
Os seguintes sintomas podem estar presentes em pessoas com depressão: tristeza, falta de interesse ou prazer, mudanças no apetite (aumento ou diminuição do apetite), alterações do sono (sonolência ou insônia), sensação de fadiga ou falta de energia.

Entretanto a depressão também pode se manifestar com alterações cognitivas, como uma dificuldade de raciocínio, de concentração ou de tomar decisões. Os pacientes também podem parecer facilmente distraídos ou reclamar de dificuldades de memória.

Tais sintomas podem ocorrer em pessoas de todas as idades. Adultos jovens e de meia idade tendem a notar dificuldades em sua produtividade no trabalho e nas relações interpessoais. Em idosos, os sintomas de memória podem ser confundidos com os de uma demência neurodegenerativa (como doença de Alzheimer, por exemplo). Esses problemas geralmente diminuem com o tratamento bem-sucedido dos sintomas depressivos.

A depressão pode afetar as seguintes aéreas da cognição:

  • Atenção
  • Concentração
  • Função executiva (por exemplo, planejamento, solução de problemas, raciocínio e impulsividade)
  • Velocidade de processamento da informação
  • Memória
  • Fluência verbal (habilidade de produzir o maior número de palavras possível de uma categoria, por exemplo animais, em um determinado tempo)
  • Cognição social (capacidade de interpretar informações sociais e se comportar adequadamente em um ambiente social)

A privação crônica de sono é extremamente comum na sociedade atual e pode resultar de uma variedade de fatores, incluindo demandas de trabalho, responsabilidades sociais e familiares, condições médicas e distúrbios do sono, como insônia e apneia do sono.

À medida que o débito de sono se acumula, os indivíduos podem apresentar desempenho reduzido, aumento do risco de acidentes e efeitos prejudiciais na saúde psicológica e física.

O comprometimento cognitivo é o efeito mais proeminente da privação total do sono, bem como da restrição do sono por várias noites.

Pessoas com privação de sono tendem a demorar mais para responder aos estímulos. Tarefas complexas podem ser afetadas, mesmo após uma única noite de privação de sono, incluindo: atenção sustentada, raciocínio lógico, tarefas de subtração complexas, tarefas que envolvem um estilo de pensamento flexível e a capacidade de se concentrar em mais de uma tarefa simultaneamente.

A avaliação do distúrbio do sono e seu tratamento são fundamentais para que haja uma melhora das funções cognitivas.

Doença de Alzheimer é a causa mais comum de demência no mundo. Sua causa não é completamente compreendida, porém, sabe-se que ocorre um acúmulo de proteínas (beta amiloide e tau) em determinadas regiões do cérebro e perda neuronal.

Os sintomas geralmente se iniciam de forma lenta e progridem ao longo do tempo.

Os sintomas mais comuns da Doença de Alzheimer são esquecimentos para fatos recentes, desorientação temporal e espacial, dificuldade de encontrar palavras. Muitas vezes sintomas comportamentais podem estar presentes como agitação, irritabilidade e agressividade.
Ainda não existe cura ou uma forma de retardar a doença de Alzheimer, porém existem medicações que auxiliam no tratamento de pacientes com a doença.

A demência vascular é a segunda causa mais comum de demência após a doença de Alzheimer. Ela se refere a demência que está associada a doença cerebrovascular, ou seja, o declínio cognitivo é causado por um ou mais acidentes vasculares cerebrais (podendo ser tanto isquêmicos quanto hemorrágicos – chamados popularmente de derrame) ou por uma limitação de fluxo sanguíneo cerebral.

A demência vascular pode ocorrer em dois cenários:

  1. Pessoas com que tiveram um acidente vascular cerebral afetando uma área do cérebro responsável por funções cognitivas; e que em seguida começam a apresentar problemas cognitivos como dificuldade de memória, raciocínio, atenção, linguagem, entre outros.
  2. Pessoas com declínio cognitivo que não apresentaram sintomas clínicos de acidente vascular cerebral, mas que apresentam lesões vasculares no exame de imagem (tomografia computadorizada ou ressonância magnética de crânio)

Os fatores de risco para demência vascular são os mesmos fatores de risco para a ocorrência de um acidente vascular cerebral, ou seja, fatores de risco cardiovasculares:

  • Hipertensão
  • Diabetes
  • Aumento do colesterol
  • Sedentarismo
  • Obesidade
  • Tabagismo
  • Doença coronariana
  • Fibrilação atrial

Na prática, não é tão comum que a demência vascular ocorra de forma isolada. Ela está geralmente associada a doença de Alzheimer e ambas patologias contribuem para o declínio cognitivo. Nesse caso, chamamos de demência mista (doença de Alzheimer + demência vascular).

Demência frontotemporal é um termo amplo para um grupo de desordens onde há perda neuronal progressiva nas regiões frontal e/ou temporal do cérebro. A Demência Frontotemporal tem apresentações clínicas distintas, podendo afetar o comportamento (Demência Frontotemporal Variante Comportamental) ou a linguagem (Afasias Progressivas Primárias).

Demência Frontotemporal Variante Comportamental

A variante comportamental é o subtipo mais comum de Demência Frontotemporal, e é caracterizada pelas seguintes alterações de personalidade e comportamento:

  • Desinibição: comportamento socialmente inapropriado.
  • Apatia: perda de interesse e motivação por atividades que exercia anteriormente. Pessoas com apatia tendem a ficar mais isoladas.
  • Perda de empatia: perda da “sensibilidade” em relação ao sentimento dos outros.
  • Hiperoralidade: mudanças na preferência por comidas. Geralmente as pessoas com Demência Frontotemporal desenvolvem maior necessidade de consumir carboidratos e doces.
  • Comportamentos compulsivos: podem ocorrer desde movimentos simples e repetitivos, até comportamentos ritualísticos complexos, como compulsão por limpeza, por verificação e acumulação de objetos.
Afasia Progressiva Primária variante não fluente e variante semântica

O termo Afasia Progressiva Primária compreende um conjunto de desordens que afetam regiões do cérebro responsáveis pela produção da fala e pela linguagem, de maneira progressiva. As Afasia Progressivas Primárias podem se apresentar de 3 maneiras distintas:

  1. Afasia Progressiva Primária Variante Logopênica
  2. Afasia Progressiva Primária Variante Não Fluente
  3. Afasia Progressiva Primária Variante Semântica

Degeneração corticobasal é uma condição rara caracterizada por sintomas motores, ocorrendo geralmente de um lado do corpo, muitas vezes associado a alterações de fala, apraxia (dificuldade com o planejamento motor para realizar tarefas ou movimentos), declínio cognitivo e alterações comportamentais.

Conteúdos

Além dos atendimentos em consultório, busco trazer conteúdos de qualidade, baseada na ciência, para que todos possam ter um fácil acesso às principais informações sobre Neurologia Cognitiva e Comportamental. Acompanhe por aqui e siga no Instagram!

Contatos

Além das consultas presenciais no Instituto Neurolum em São Paulo, onde você será recebido com todo o acolhimento e atenção necessários, também posso realizar as consultas via telemedicina, para conforto e praticidade do paciente.

Lembre-se de trazer todas as suas queixas e histórico de saúde para que possamos ter uma conversa bem detalhada e entender com clareza todo o planejamento terapêutico que podemos traçar juntos visando a melhora da sua qualidade de vida.

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Dra. Juliana Dutra. Neurologista especialista em Neurologia Cognitiva e Comportamental.

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